Milho: Cotações operam com ligeiras altas na manhã desta 2ª feira em Chicago

Categoria: Geral | Publicado: segunda-feira, novembro 30, 2015 as 13:30 | Voltar

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho iniciaram a sessão desta segunda-feira (30) com leves ganhos

Por volta das 8h09 (horário de Brasília), as principais posições do cereal registravam altas entre 0,25 e 1,50 pontos. O vencimento dezembro/15 era negociado a US$ 3,60 por bushel, depois de ter encerrado a última sexta-feira a US$ 3,59 por bushel.

No cenário internacional ainda faltam informações que possam alavancar as cotações da commodity. Com a finalização da safra americana, os contratos do cereal têm oscilado pouco em Chicago. E os investidores acompanham as informações vindas da América do Sul, com as safras do Brasil e da Argentina e, também de outros lugares do mundo.

Ainda nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) irá divulgar novo relatório de embarques semanais, importante indicador da demanda e que pode influenciar o andamento das negociações. Na semana anterior, os embarques somaram 494,689 mil toneladas.

Confira como fechou o mercado na última sexta-feira:

Milho: Câmbio influência e preços recuam até 5% na semana no mercado interno brasileiro

A semana foi negativa aos preços do milho praticados no mercado interno brasileiro. De acordo com levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, a praça de Tangará da Serra (MT) foi a que registrou maior queda, ao redor de 5%, com a saca negociada a R$ 19,00. Na região de Cascavel (PR) o recuo foi menor, cerca de 2,08%, com a saca do cereal a R$ 23,50.

Já nas praças de Ubiratã e Londrina, ambas no estado do Paraná, as cotações caíram 0,84% ao longo da semana e a saca encerrou a sexta-feira a R$ 23,50. No Porto de Paranaguá, a saca fechou a semana estável a R$ 34,00. Nas demais praças pesquisadas a semana foi de estabilidade também.

Os analistas explicam que o mercado tem influenciado pelo comportamento cambial. E, diante da recente oscilação observada na moeda norte-americana, os negócios têm corrido conforme a necessidade de ambas os elos da cadeia, produtores e vendedores.

Contudo, o analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari ressalta que os preços podem voltar a encontrar sustentação. "Temos com exportações recordes de milho. No acumulado de fevereiro até novembro e contando as nomeações para o mês de dezembro, ficamos com um volume comercial próximo de 30,5 milhões de toneladas do grão", afirma.

O volume acumulado em novembro é de 3.272,9 milhões de toneladas, com média diária de 233,8 mil toneladas. Em relação ao mês anterior, o volume diário representa uma queda de 11,5%. Porém, em relação ao mesmo período do ano passado, o número é equivalente a uma alta de 57%. As informações foram divulgadas pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

"Os estoques brasileiros estão saindo pelos portos. E a safra de verão será pequena e está atrasada. Em muitas regiões do norte e oeste do Paraná praticamente não teremos milho na primeira safra. O que indica que teremos um primeiro semestre difícil no abastecimento interno no Centro-sul e no Nordeste devido a essa combinação, grande exportação no segundo semestre e uma safra de verão pequena", explica o analista.

Safra de verão

Conforme levantamento da consultoria Safra & Mercado, a semeadura do milho chegou a 82,7% da área estimada no Centro-sul do Brasil. Até o dia 20 de novembro, um dos estados mais importantes na produção do grão na safra de verão, Minas Gerais, tinha pouco mais de 51% da área estimada plantada.

E praticamente todos os estados reduziram as áreas cultivadas com o grão na safra de verão. No Rio Grande do Sul, cerca de 90% da área já foi cultivada, segundo informações da Emater/RS. Em torno de 48% das plantações estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 25% em floração e 17% em enchimento de grãos. "A cultura apresenta bom desenvolvimento e alto potencial produtivo, beneficiada pelo clima favorável", informou a entidade em nota.

Bolsa de Chicago

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão desta sexta-feira (27) em campo negativo. As principais posições do cereal exibiram perdas entre 5,00 e 6,75 pontos. O vencimento dezembro/15 era cotado a US$ 3,59 por bushel. No balanço semanal, as cotações perderam entre 0,59% e 1,10%, conforme levantamento do Notícias Agrícolas.

De acordo com informações do site internacional Farm Futures, as cotações foram pressionadas pela queda observada nos preços do petróleo e pelas perdas mais fortes registradas nos contratos do trigo. Por sua vez, os contratos do trigo caíram frente aos números mais baixos das vendas para exportação.

Hoje o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), reportado novo boletim de vendas para exportação. Na semana encerrada no dia 19 de novembro, as vendas de milho da safra 2015/16 ficaram em 2.036,3 milhões de toneladas. As apostas dos investidores estavam entre 900 mil a 1,3 milhão de toneladas. O México foi o principal destino do cereal norte-americano, com a aquisição de 1.112,1 milhão de toneladas. Na semana anterior, o volume indicado foi de 779,8 mil toneladas.

Com o novo número, as vendas acumuladas na atual temporada superam as 16.639,3 milhões de toneladas do grão. Ainda assim, o volume ainda está 23% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, contudo a diferença já esteve acima de 30%. Da safra 2016/17, as vendas ficaram em 528,5 mil toneladas, com o México como principal comprador.

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