Suinocultura de MS avança com inovação, sustentabilidade e fortalecimento do associativismo

  • Publicado em 15 jun 2026 • por Marcelo Armôa, Assessoria de Comunicação da Semadesc •

  • A suinocultura de Mato Grosso do Sul vive um momento de expansão sustentada, apoiada por políticas públicas, investimentos privados e avanços em sanidade, biossegurança e sustentabilidade. Esse foi o panorama apresentado pelo secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Rogério Beretta, durante o V Simpósio Abraves/MS, realizado no dia 10 de junho, no Sindicato Rural de Campo Grande.

    Na palestra “Suinocultura sul-mato-grossense: investimentos que contribuem para o desenvolvimento econômico sustentável”, Beretta destacou as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado para fortalecer a cadeia produtiva, desde o acesso ao crédito até a modernização do Programa Leitão Vida, principal instrumento estadual de incentivo à atividade. A apresentação também abordou o cenário econômico de Mato Grosso do Sul, os investimentos em infraestrutura, logística, transição energética e sustentabilidade que contribuem para a competitividade do setor.

    “O crescimento da suinocultura em Mato Grosso do Sul é resultado de uma construção coletiva. O Estado tem atuado para criar um ambiente favorável aos investimentos, garantir segurança sanitária, estimular a adoção de boas práticas e fortalecer a organização dos produtores. Isso gera competitividade, renda, empregos e desenvolvimento regional”, afirmou Beretta.

    Entre os pontos destacados pelo secretário está o fortalecimento do associativismo como ferramenta estratégica para o desenvolvimento da cadeia. Atualmente, associações regionais participam ativamente da Câmara Setorial Consultiva da Suinocultura, contribuindo para a formulação e aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao setor.

    “Uma das grandes evoluções recentes foi a ampliação do papel das entidades representativas dos produtores. O associativismo permite maior organização da cadeia, facilita a difusão de tecnologia, fortalece a governança e amplia a capacidade de diálogo com o poder público”, ressaltou.

    Outro destaque da apresentação foi a modernização do Programa Leitão Vida, que passou por uma ampla atualização em 2025. O novo modelo adota o Protocolo Leitão Vida em Conformidade (PLVC), elaborado com a participação de representantes de toda a cadeia produtiva, incluindo produtores, cooperativas, associações e órgãos públicos. O protocolo estabelece critérios relacionados à produção, biossegurança, bem-estar animal, sustentabilidade ambiental, sustentabilidade econômica e sustentabilidade social.

    Entre as exigências previstas está a obrigatoriedade de acompanhamento técnico das granjas por profissionais habilitados. Para participar do programa, os produtores devem contar com médico-veterinário e zootecnista responsáveis pelo acompanhamento das atividades produtivas e pela aplicação dos protocolos de conformidade.

    “O fortalecimento da assistência técnica é fundamental para elevar os padrões produtivos e garantir que o crescimento da atividade ocorra de forma sustentável. A presença do médico-veterinário e do zootecnista contribui diretamente para a sanidade, o bem-estar animal e a eficiência produtiva das propriedades”, explicou Beretta.

    A apresentação mostrou ainda os números mais recentes do Programa Leitão Vida. Entre janeiro e o início de junho de 2026, foram incentivados mais de 4,5 milhões de animais, com 1,63 milhão de suínos abatidos, 111,5 mil matrizes cadastradas e mais de R$ 45,2 milhões em incentivos concedidos aos produtores. Atualmente, 272 estabelecimentos suinícolas participam do programa, sendo que 239 já migraram para a nova versão do sistema de conformidade.

    Além dos incentivos diretos ao produtor, Beretta destacou o apoio do Governo do Estado na atração de investimentos, participação em eventos nacionais e internacionais do setor, fortalecimento das ações de sanidade animal e acesso ao crédito. Nos últimos sete anos, a suinocultura recebeu aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), consolidando-se como uma das atividades prioritárias da política de desenvolvimento econômico estadual.

    Durante o simpósio, o secretário também apresentou o contexto mais amplo do desenvolvimento sul-mato-grossense, marcado por investimentos em logística, infraestrutura, bioenergia e sustentabilidade. Segundo ele, o ambiente favorável aos negócios, aliado às políticas públicas voltadas à produção sustentável, cria condições para que a suinocultura continue ampliando sua participação na economia estadual.

    Promovido pela Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves/MS), o simpósio reuniu produtores, médicos-veterinários, pesquisadores, estudantes e representantes da indústria para discutir os principais desafios e oportunidades da suinocultura brasileira, com foco em sanidade, inovação, gestão e sustentabilidade.

    Marcelo Armôa, Semadesc

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    SUINOCULTURA

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