Workshop fortalece diálogo entre fiscalização e produtores no setor florestal em Ribas do Rio Pardo

  • Publicado em 18 mar 2026 • por Rosana Siqueira •

  • Promover o diálogo direto entre órgãos de fiscalização e produtores foi o principal objetivo do Workshop de Defesa Fitossanitária Florestal, realizado ontem (17), em Ribas do Rio Pardo. O evento, promovido pela Reflore-MS em parceria com a Semadesc e o Prodesenvolve-MS, contou ainda com o apoio institucional do Sebrae-MS, IAGRO e IPEF.

    O secretário-executivo Rogério Beretta (direita) destacou a importância do worksho para o setor

    O encontro reuniu cerca de 100 participantes, entre representantes da academia, setor público e indústria, para discutir a sanidade das florestas plantadas e os desafios do setor.

    Entre os principais pontos debatidos esteve a integração entre o setor público e privado. Segundo o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, o workshop se consolidou como uma plataforma de diálogo direto entre órgãos de fiscalização e produtores.

    A participação da IAGRO, representada por seu diretor-presidente, Daniel Barbosa Ingold, reforçou o compromisso do Estado com políticas de proteção florestal, transformação digital e biossegurança. “Essa sinergia é fundamental para garantir que as normas de defesa sanitária acompanhem o ritmo de crescimento acelerado das florestas no MS”, destacou.

    Um dos diferenciais do workshop foi o foco em bioinovações e tecnologias de baixo impacto ambiental. As discussões abordaram: o controle biológico com uso de inimigos naturais no combate a pragas; o monitoramento preciso, com estratégias de amostragem e diagnóstico precoce; o manejo integrado de plantas daninhas, com uso racional de defensivos.

     

    O evento também tratou de desafios enfrentados pelos produtores sul-mato-grossenses, como o manejo de formigas cortadeiras e a prevenção de pragas introduzidas. Doenças de alto impacto, como a murcha de Ceratocystis e patologias de viveiro, foram debatidas por pesquisadores de instituições como UNESP, UFV e Embrapa.

    Além do conteúdo técnico, o workshop promoveu momentos de interação e mesas-redondas mediadas por lideranças de empresas como Suzano e Bracell.

    Para o diretor-presidente da Reflore-MS, Dito Mário, o encontro possibilitou amplo compartilhamento de conhecimento. “Com o crescimento do setor florestal no Estado, é natural o aumento da incidência de pragas e doenças. Por isso, é fundamental reunir especialistas em sanidade florestal para promover capacitação e fortalecer o setor”, ressaltou.

    A coordenadora de Florestas Plantadas, Vanusa Borges, com a equipe da Semadesc no evento

    O workshop que faz parte do Profloresta contou com a organização da equipe da Semadesc liderada pela coordenadora de Florestas Plantadas Vanusa Borges. “Essa troca de experiências entre profissionais de diferentes empresas e instituições é o que impulsiona a competitividade e a resiliência do Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul”, ressaltou a coordenadora.

    Já o secretário-executivo Rogério Beretta enfatizou a importância do encontro. “O tema é de suma importância, especialmente considerando que, no âmbito do plano florestal, foi lançado um programa específico para essa finalidade. Este programa de defesa sanitária florestal impulsionou uma reestruturação na IAGRO, incluindo a incorporação de engenheiros florestais em seu organograma. Além disso, o programa serviu de base para o desenvolvimento do MS Agrodata, sistema que mapeará as áreas de plantio de eucalipto no estado, identificando cada talhão por tipo de clone e variedade plantada. O objetivo é permitir que o Iagro monitore possíveis surtos de pragas e seus impactos em cada variedade”, complementou.

    Beretta reiterou que diante da significativa área de plantio de eucalipto, o Estado demonstra grande preocupação em manter uma equipe e um programa de defesa sanitária eficientes. “O objetivo é mitigar perdas econômicas nas plantações. As empresas do setor estão envolvidas nesse esforço. O workshop, portanto, representa um desdobramento desse programa de sanidade florestal”, concluiu.

     Rosana Siqueira, da Semadesc

     

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