Publicado em 11 maio 2026 • por Marcelo Armôa, Assessoria de Comunicação da Semadesc •
Mato Grosso do Sul alcançou em 2025 o maior patamar da série recente de pessoas ocupadas, com 1,46 milhão de trabalhadores, crescimento de 4% em relação a 2024. Os dados são da PNAD Contínua – Rendimento de todas as fontes 2025, divulgada pelo IBGE, e mostram também que o Estado registrou o 7º maior rendimento médio do país, com R$ 3.727, além de massa mensal de renda recorde, estimada em R$ 6,75 bilhões.
O avanço confirma o fortalecimento do mercado de trabalho sul-mato-grossense. Em 2025, eram 825 mil homens e 638 mil mulheres ocupadas no Estado, contra 1,41 milhão de pessoas ocupadas no ano anterior. Outro dado relevante é que o trabalho passou a responder por 80,7% da composição do rendimento total domiciliar per capita, acima dos 79,5% registrados em 2024, enquanto aposentadorias, pensões e programas sociais perderam participação relativa.
Para o secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) os números refletem o ambiente econômico construído nos últimos anos em Mato Grosso do Sul. “A PNAD mostra um Estado que cresce com geração de trabalho, renda e oportunidades. Quando a renda do trabalho ganha participação na composição das famílias, isso indica dinamismo econômico, atração de investimentos e fortalecimento das cadeias produtivas. O desafio permanente é fazer esse crescimento chegar a mais pessoas, com qualificação profissional, inclusão produtiva e redução das desigualdades”, afirmou.
Ainda conforme Falcette, os resultados da PNAD ajudam a explicar o fortalecimento de Mato Grosso do Sul na dimensão Capital Humano (o 2º melhor do país) conforme o Ranking de Competitividade dos Estados 2026 – Eleições, elaborado pelo CLP (Centro de Liderança Pública) e divulgado na última semana. Enquanto o ranking mostra crescimento contínuo da nota do Estado (saindo de 64,45 em 2023 para 67,73 em 2025) os dados do IBGE ajudam a explicar, na prática, os fatores que sustentam essa evolução.
“O Estado vive um momento de expansão econômica com geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento da qualificação profissional. Hoje temos 1,46 milhão de pessoas ocupadas, o 7º maior rendimento médio do país e uma massa de renda recorde, resultado de um ambiente econômico dinâmico, que atrai investimentos e amplia oportunidades. Ao mesmo tempo, percebemos uma população trabalhadora cada vez mais escolarizada, com crescimento do número de pessoas com ensino médio e superior completos, o que mostra que desenvolvimento econômico e formação de capital humano estão caminhando juntos em Mato Grosso do Sul”, destacou.
Mais sobre a PNAD Contínua 2025
O levantamento do IBGE também aponta queda no percentual de domicílios atendidos pelo Bolsa Família. Depois de atingir 13% em 2024, maior patamar da série, a proporção caiu para 9,5% em 2025, o equivalente a 102 mil domicílios. Com esse resultado, Mato Grosso do Sul aparece com o 5º menor percentual do país, abaixo da média nacional, de 17,2%.
A escolaridade segue como um dos fatores mais decisivos para a renda. Em Mato Grosso do Sul, pessoas com ensino superior completo recebem, em média, R$ 6.632, mais de três vezes o rendimento médio de quem não tem instrução, estimado em R$ 1.824. Entre os ocupados, a maior parcela já possui ensino médio completo, grupo que chegou a 488 mil pessoas em 2025, enquanto os trabalhadores com ensino superior completo somaram 375 mil.
Os dados também revelam que, em Mato Grosso do Sul, homens recebem, em média, R$ 4.127, enquanto as mulheres têm rendimento médio de R$ 3.210. A desigualdade racial também persiste: trabalhadores brancos registram rendimento médio de R$ 4.527, ante R$ 3.187 entre pardos e R$ 3.046 entre pretos.
Na questão de concentração de renda, os 10% mais ricos em Mato Grosso do Sul recebem, em média, R$ 13.569, enquanto os 10% mais pobres recebem R$ 750. O rendimento domiciliar per capita médio do Estado chegou a R$ 2.369, o 8º maior do país, mas o rendimento per capita dos 1% mais ricos ainda é 47 vezes superior ao dos 10% mais pobres. Por fim, o Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita permaneceu praticamente estável, passando de 0,454 em 2024 para 0,457 em 2025.
De acordo com o secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho, da Semadesc, Esaú Aguiar, “o resultado da PNAD reflete o momento de transformação econômica vivido por Mato Grosso do Sul, marcado pela expansão da agroindústria, novos investimentos privados e fortalecimento da economia verde e da inovação. A chegada de grandes empreendimentos industriais, especialmente nas cadeias de celulose, bioenergia e proteína animal, ampliou a demanda do setor produtivo por mão de obra qualificada. Com isso, o Governo do Estado aprimorou e fortaleceu as políticas públicas voltadas à formação técnica, interiorização do emprego e de qualificação profissional”, finalizou.
Marcelo Armôa, Semadesc