Publicado em 03 fev 2026 • por João Prestes •
A Conferência das Nações Unidas para Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15) deve trazer a Campo Grande entre 2 a 3 mil especialistas de uma centena de países, entre 23 e 29 de março, para debater estratégias e medidas para ampliar e aprimorar a proteção às espécies migratórias. Mato Grosso do Sul foi escolhido para sediar a Conferência pela importância do Pantanal muitas espécies migratórias. A maior área alagável do mundo serve de parada para descanso e alimentação a uma grande variedade de aves em trajetos médios ou longos de migração.
Os primeiros detalhes da COP15 foram apresentados em coletiva à imprensa no fim da tarde dessa segunda-feira (2), no auditório do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), pelo secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capovianvo; pela secretária de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério, Rita Mesquita, e pelo secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck.
A Conferência das Espécies Migratórias ocorre de três em três anos, por isso está na 15ª edição, apesar de ser mais antiga que a Conferência das Mudanças Climáticas que acontece todos os anos e em 2025 teve sua 30ª edição em Belém (PA). Apesar da importância do tema para a biodiversidade em geral, muitos países ainda não são signatários da Convenção. São 133 nações signatárias, conforme demonstrou a secretária de Biodiversidade do MMA Rita Mesquita, enquanto a Convenção das Mudanças Climáticas tem 198 partes.
O Brasil participa da Conferência desde 1º de outubro de 2015, é visto como importante liderança mundial para questões ambientais, e ao sediar a COP15 das Espécies Migratórias tem como meta ampliar o número de partes, sobretudo no Continente americano. Não participam da Convenção a quase totalidade dos países da América Central e todos os países da América do Norte.




A COP15
A COP15 de Campo Grande já está com praticamente toda a estrutura definida. A Zona Azul (Blue Zone) estará sediada no Expo Bosque, no Shopping Bosque dos Ipês, e outras atividades serão desenvolvidas no Bioparque Pantanal, na Casa do Homem Pantaneiro – que foi reformada para essa finalidade – (ambos dentro do Parque das Nações Indígenas) e no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo.
O secretário Jaime Verruck afirmou, ainda, que as lideranças dos setores hoteleiro e de restaurantes e similares já foram procurados para que tomem as medidas necessárias a fim de acomodar e atender todo o público que virá para a Conferência. Também foram contactadas as companhias aéreas para que ofereçam voos extras no período da realização do evento. Outra providência necessária será a disponibilidade de linhas de ônibus entre o shopping Bosque dos Ipês e o centro da cidade e regiões hoteleiras.
O Governo do Estado está completamente envolvido com o evento, fato que motivou agradecimentos por parte dos representantes do Ministério do Meio Ambiente. A Secretaria de Turismo está articulando junto ao trade turístico, roteiros de visitação ao Pantanal e a Bonito para quem tiver interesse em conhecer esses destinos. A Secretaria de Segurança Pública vai mobilizar efetivo tanto no aeroporto, nos locais do evento e regiões de circulação dos participantes, para garantir a segurança e ordenar o deslocamento.
“Será um grande momento para Mato Grosso do Sul apresentar o Pantanal para o mundo”, acredita Verruck. “O Governo do Estado está totalmente empenhado no projeto”, afirmou.
Texto: João Prestes
Fotos: Mairinco de Pauda