Governo de MS amplia rede meteorológica, reduz vazios de monitoramento e fortalece capacidade diante das mudanças climáticas

  • Publicado em 07 maio 2026 • por Marcelo Armôa, Assessoria de Comunicação da Semadesc •

  • Mato Grosso do Sul consolidou um salto estrutural na sua capacidade de monitoramento do tempo e do clima com a entrada em operação de 19 novas estações meteorológicas automáticas, ampliando a cobertura territorial e elevando a precisão das previsões em todo o Estado. Para isso, foi necessário um investimento de R$ 7.895.834,31, recursos oriundos de dois fundos administrados pelo Governo do Estado: o Fundems e o Funter. A execução dessas melhorias foi viabilizada pelo Termo de Colaboração nº 1666, entre a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e a Aprosoja/MS, com execução iniciada em julho de 2024, com conclusão em julho de 2028. Agora, são 62 estações em pleno funcionamento no Estado.

    De acordo com o secretário Artur Falcette, da Semadesc, “trata-se de um investimento estratégico que transforma dados em desenvolvimento. Ao ampliar e redistribuir a rede de estações meteorológicas, o Estado reduz vazios de monitoramento, ganha precisão nas previsões e fortalece a capacidade de antecipar cenários críticos. Isso impacta diretamente o produtor rural, a gestão pública e a proteção da população, além de qualificar nossas políticas de enfrentamento às mudanças climáticas com base em informação técnica e confiável”.

    Com as novas unidades já em funcionamento, Mato Grosso do Sul passa a contar com uma rede de 62 estações meteorológicas padronizadas, integrando estruturas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da rede estadual. Antes desta expansão, o Estado dispunha de 28 estações do Inmet e de outras 15 que foram implantadas pelo Governo do Estado em 2018, com maior concentração no eixo Centro-Sul e Leste, o que deixava áreas extensas, especialmente no Pantanal e no Norte, com baixa densidade de monitoramento.

    A implantação de 19 novas estações, pela Semadesc e Aprosoja/MS, corrige essa assimetria e promove uma redistribuição estratégica da rede. Do total, 11 unidades foram instaladas no Cerrado, em municípios como Alcinópolis, Caracol, Anaurilândia, Água Clara, Inocência, Figueirão, Naviraí, Nioaque, Ribas do Rio Pardo, Paraíso das Águas e Corguinho. Outras oito foram posicionadas na planície pantaneira, em regiões como Nhecolândia, Paiaguás, Nabileque, Abobral e ao longo do Rio Paraguai, ampliando a presença do monitoramento em áreas remotas e historicamente desassistidas.

    O resultado é a redução significativa dos chamados vazios meteorológicos. Com maior densidade de estações e sobreposição das áreas de cobertura, o Estado passa a ter dados mais consistentes e com maior resolução espacial, permitindo análises mais precisas sobre variáveis como chuva, temperatura, umidade e ocorrência de eventos extremos. A transmissão via satélite, inclusive em regiões sem cobertura de telefonia, garante fluxo contínuo de informações, ampliando a confiabilidade do sistema.

    “A nova configuração da rede meteorológica traz um ganho operacional importante para Mato Grosso do Sul. Com mais estações distribuídas de forma equilibrada entre Cerrado e Pantanal, conseguimos melhorar a resolução dos dados e dar suporte mais preciso às decisões no campo e nas ações do Governo. É uma ferramenta que aumenta a eficiência, reduz riscos e conecta tecnologia à realidade de quem produz e de quem vive no Estado”, comenta o secretário adjunto da Semadesc, Alex Melotto.

    Os impactos são diretos para a população e para os setores produtivos. Na agricultura, o acesso a dados mais precisos permite maior assertividade no planejamento do plantio, manejo do solo e uso de insumos, reduzindo riscos e aumentando a produtividade. Na pecuária, as informações contribuem para o manejo de pastagens, planejamento alimentar e mitigação de estresse térmico dos rebanhos. A melhoria na previsibilidade climática fortalece a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense.

    Além do campo, a ampliação da rede fortalece a atuação do Estado em áreas estratégicas como defesa civil, gestão de recursos hídricos, saúde pública e energia. Os dados, coletados pelo Cemtec (Centro Estadual de Monitoramento do Tempo e do Clima), são transformados em boletins, análises e cenários que orientam ações preventivas e respostas rápidas a eventos extremos, como secas, ondas de calor, tempestades e incêndios florestais.

    A nova infraestrutura também amplia a capacidade do Estado de formular e executar políticas públicas de enfrentamento e mitigação das mudanças climáticas. Com uma base de dados mais robusta e distribuída territorialmente, Mato Grosso do Sul consegue monitorar tendências, identificar vulnerabilidades regionais e planejar ações de adaptação com maior precisão. Com a rede ampliada e mais equilibrada entre biomas como o Cerrado e o Pantanal, Mato Grosso do Sul se posiciona entre os estados mais estruturados do país em monitoramento climático.

    Marcelo Armôa, Semadesc

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    CEMTEC/MS

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