Publicado em 15 jan 2026 • por Marcelo Armôa, Assessoria de Comunicação da Semadesc •
A indústria de Mato Grosso do Sul fechou o mês de novembro de 2025 com retração na produção. Na comparação com novembro de 2024, a produção industrial sul-mato-grossense caiu 13,9%, desempenho inferior à média nacional no período. Os dados estão na Carta de Conjuntura da Indústria, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc, com base na Pesquisa Industrial Mensal do IBGE.
Apesar do resultado negativo no indicador de produção física, o levantamento aponta sinais importantes de sustentação da atividade industrial. A fabricação de produtos alimentícios foi o único segmento a apresentar variação positiva, puxada principalmente pela cadeia de carnes, com destaque para carnes suínas frescas, refrigeradas e embutidos. A produção de açúcar também manteve desempenho relevante ao longo do ano e contribuiu para reduzir os impactos da retração em outros ramos da indústria de transformação.
Outro movimento observado em novembro foi a queda na produção de biocombustíveis, especialmente do etanol. Segundo a análise técnica da Semadesc, essa redução está associada ao ritmo das usinas e à sazonalidade da produção, não comprometendo o desempenho do complexo sucroenergético como um todo, já que a produção de açúcar seguiu ativa no período.
Se o mercado interno mostrou desaceleração, o comércio exterior trouxe um contraponto positivo. De acordo com os dados do Radar Industrial da Fiems, as exportações da indústria sul-mato-grossense alcançaram um valor recorde em novembro do ano passado, somando US$ 592,9 milhões, o maior já registrado para esse mês. No acumulado de janeiro a novembro de 2025, as exportações industriais chegaram a cerca de US$ 7,1 bilhões, crescimento de aproximadamente 15% em relação ao mesmo período de 2024.
A indústria respondeu por quase 80% de toda a receita de exportações do Estado em novembro, evidenciando o peso dos produtos industrializados na pauta externa de Mato Grosso do Sul. O bom desempenho foi impulsionado principalmente pelos setores de celulose e papel, complexo frigorífico e óleos vegetais e derivados, que concentram a maior parte das vendas externas e têm forte inserção em mercados como China, Estados Unidos, Europa e Ásia.
Marcelo Armôa, Semadesc